Símbolo da cultura roraimense, a paçoca representa a mistura de tradições indígenas e nordestinas e garantiu a Boa Vista o título de Capital Nacional da Paçoca de Carne com Farinha. Presente no prato do roraimense durante todo o ano, é no mês de junho que a iguaria ganha ainda mais protagonismo, com o concurso da Maior Paçoca do Mundo, durante o Boa Vista Junina, que neste ano acontece de 13 a 19 de junho.
Para a nutricionista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima/HU Brasil, Jessica Oliveira, a paçoca é uma importante fonte de proteína e carboidrato. “A carne seca é fonte de proteína, fundamental para a manutenção e a recuperação dos tecidos do nosso organismo e contribui para a preservação da nossa massa muscular. Já a farinha de mandioca é uma fonte de carboidrato, responsável por fornecer energia para as nossas atividades diárias”, disse.
A paçoca pode ser consumida no almoço e na janta, associada a legumes, verduras e frutas. “Esses outros alimentos vão fornecer fibra, vitaminas e minerais, para tornar a refeição ainda mais equilibrada e completa”, explicou Jessica. Já a porção ideal vai depender da necessidade diária de cada indivíduo. “Isso vai depender da idade, se a pessoa faz atividade física ou se é sedentária”, completou.
Condições de saúde
Alguns grupos devem ter maior atenção ao consumo da paçoca. “A pessoa com hipertensão, diabetes, doenças renais ou condições que exijam o controle da ingestão de sódio deve ter cuidado, porque a carne seca apresenta uma elevada quantidade de sal. De modo geral, o mais importante é que o consumo seja moderado e inserido a uma alimentação mais variada”, explicou.
A paçoca faz parte da identidade gastronômica de Roraima, é um patrimônio da região que une sabor, cultura e memória afetiva


