Sexta, 24 de julho de 2026
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Empresa de Serviços Hospitalares inicia transição do Hospital das Clínicas para Hospital Universitário

Hospital vai receber investimentos da ordem de R$ 100 milhões

Imagem mostra autoridades durante assinatura de contrato entre UFRR e Ebserh
Solenidade ocorreu no Salão Nobre da Reitoria da UFRR (Foto: Divulgação/Ebserh)

Em sua primeira visita a Roraima, o ministro da Educação, Camilo Santana, assinou o contrato para que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao MEC, possa gerir o Hospital das Clínicas Dr. Wilson Franco, que se converterá no Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR).

“O Hospital Universitário vai ajudar muito na formação, na prática dos nossos alunos de Medicina aqui na Universidade. E vai ampliar os serviços de atendimento à população, por meio do SUS [Sistema Único de Saúde]. Nesse primeiro momento, o hospital vai receber investimentos da ordem de R$ 100 milhões, com ampliação para 220 leitos, sendo 20 leitos de UTI, centro cirúrgico e laboratórios”, anunciou.

Para o reitor da UFRR, Geraldo Ticianeli, integrar a Rede Ebserh representará maior capacidade de aquisição de medicamentos e equipamentos e, consequentemente, uma formação universitária mais especializada. “A saúde pública do nosso Estado ganhará muito, com novas especialidades, um atendimento mais humanizado. Eu acredito que, num cenário muito breve, a população vai sentir uma diferença muito grande”, afirmou.

Durante o evento, foram assinados os atos de nomeação da equipe de governança do Hospital Universitário. Os quatro cargos serão ocupados por professoras da UFRR.

Unidade de Retaguarda dos Povos Indígenas

Anunciada em fevereiro deste ano, a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas integrará o Hospital Universitário. “É uma novidade pioneira no Brasil, uma experiência inovadora que poderá servir também para outros estados”, frisou Camilo Santana.

A implantação da unidade destinada aos povos originários tem objetivo de fortalecer a rede assistencial, ampliar e qualificar o acesso dos povos indígenas aos serviços hospitalares e ambulatoriais especializados, reduzir o tempo de espera para exames e de internação nas Casas de Apoio à Saúde Indígena e fortalecer o vínculo e a transição de cuidados com as Casais.

Período de transição

A fase de transição da gestão estadual, pela Secretaria de Saúde, para a gestão federal, pela Ebserh, deverá durar um ano. Ao longo dos próximos seis meses, serão iniciadas as obras de adequação para implantação dos primeiros 35 leitos da Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas e a consolidação do novo Hospital Universitário. Depois, com a finalização das obras de adequação do Bloco B, a Ebserh iniciará a fase de transição para a gestão integral do Hospital Universitário.

“Nos próximos seis meses, o Governo do Estado continua com seus funcionários, continua comprando e abastecendo a unidade, sendo responsável pelo dia a dia do hospital. A partir disso, nós passaremos progressivamente a assumir os contratos, a contratação de pessoal, por meio de concurso público, e a gerir o cotidiano do hospital. Em um ano, esperamos ter essa transição concluída”, destacou o presidente da Ebserh, Arthur Chioro.

A construção das novas áreas do HU - blocos C (mais 35 leitos da unidade indígena, centro cirúrgico e UTI) e D (área administrativa e atividades de ensino e pesquisa) - será iniciada após a Ebserh assumir integralmente a gestão da unidade.

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