Terça, 29 de setembro de 2026
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MEC aposta em cursinhos populares e aplicativo gratuito para estudantes se prepararem para o Enem

Ministro Leonardo Barchini ressaltou a importância do exame nacional como ferramenta de inclusão

Imagem mostra dois homens e uma mulher, sentados. Ao fundo, um painel de led com informações sobre o evento
Leonardo Barchini foi sabatinado durante o 10º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, promovido pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) em São Paulo (Foto: Guga Scatena/Jeduca)

O Ministério da Educação tem investido no financiamento de cursinhos populares e em um aplicativo gratuito para que estudantes de escolas públicas se preparem para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não saiam em desvantagem em relação a alunos da rede particular de ensino.
De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o MEC financia atualmente cerca de 1.500 cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários em todo o País, viabilizando o pagamento de professores, coordenadores e apoio técnico-administrativo, incluindo auxílio-permanência de R$ 200 mensais por seis meses para até 40 alunos por unidade. 

Essa era uma demanda histórica dos movimentos sociais brasileiros, que a educação popular sempre nos pediu, e a gente nunca tinha recurso, não tinha prioridade, não estava maduro e não sabia institucionalmente como fazer. Então hoje a Rede CPOP nos alegra muito e tem dado excelentes resultados, ajudando aqueles que mais precisam a ter acesso a material didático, aulas e tudo aquilo que um jovem de classe média tem direito.

Leonardo Barchini, ministro da Educação


Já o MEC Enem é um aplicativo gratuito de estudos, com simulados de questões alternativas, correção automatizada de redação, materiais de reforço e assistente virtual, com inteligência artificial.
A gente verificou que havia muitos produtos no mercado, mas eram produtos pagos. E havia uma exclusão muito grande, uma dificuldade de acessar aqueles conteúdos.

Leonardo Barchini, ministro da Educação

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(Foto: Guga Scatena/Jeduca)

Questões dissertativas no Enem
O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do Enem, debatem a inclusão de questões dissertativas em uma possível reformulação do exame, prevista para 2028. O objetivo é alinhar a avaliação nacional ao Novo Ensino Médio. De acordo com o ministro da Educação, o Inep está debruçado sobre mecanismos e formas de aperfeiçoar a avaliação.

Há uma inclinação do Inep de mudar a forma como se cobra leitura e escrita, por exemplo. Mas, obviamente, toda vez que a gente mexe no Enem, a gente tem que ter muito cuidado. Eles Inep estão fazendo estudos técnicos, ouvindo a sociedade e lendo experiências internacionais. A vontade é que a gente faça uma prova melhor em 2028 e que o Enem continue evoluindo.

Leonardo Barchini, ministro da Educação


Para o ministro, o Enem é uma ferramenta de inclusão, que permite ao estudante fazer uma prova, de forma gratuita, e acessar universidades federais, estaduais e instituições particulares.
Antes do Enem, poucas pessoas no Brasil podiam concorrer a uma vaga na universidade. Então, é uma política de inclusão que tem um peso enorme na vida das pessoas.

Leonardo Barchini, ministro da Educação

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